Vera Verônika conheceu a prática da resistência desde sua infância, em contato com a prática revolucionária de sua mãe, que ajudou a cuidar e criar várias crianças em seu orfanato, o “Recanto da Paz”. Moravam em Valparaíso-GO, “Entorno Sul” do DF. O Hip-Hop chegou em sua vida após uma conversa com Dino Black, em uma feira na Universidade de Brasília (UnB). Ele apresentou o primeiro Rap que Verônika ouviu. Estava na voz de “X”, Câmbio Negro. Formava-se em pedagogia no início dos anos 90, ao passo que fundou, com Márcia e Débora, seu primeiro grupo: “Missionárias”, tornando-se pioneira no Rap cantado por mulheres. Depois, com o “Cúmplice de Sina”, e posteriormente, se apresentando diretamente como “Vera Verônika”, gravou álbuns, demos, DVD’s, participou de prêmios Hutúz e deu prosseguimento a uma carreira que dura até hoje. Entre o som, militância política, esforços de institucionalização do Hip-Hop, lutando por políticas públicas para o movimento e, especialmente, para as mulheres atuantes dentro dos 4 elementos. Sua atuação lhe conectou com figuras de resistência por todo o país. Esperamos que a publicização de parte de seu acervo pessoal te leve ao interior dessa artista fundamental.